O offboarding de TI deve revogar acessos no momento aprovado, encerrar sessões, recuperar equipamentos, transferir dados de trabalho, preservar o que precisa ser retido e registrar todas as ações. Desativar apenas o e-mail deixa aplicações, VPNs e credenciais ativas.
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Planejamento e confidencialidade
RH e gestor informam data e horário, tipo de desligamento, responsável pela transferência e requisitos legais. A lista deve incluir identidade principal, e-mail, VPN, sistemas internos, nuvem, CRM, telefonia, dispositivos, cofres de senha e acessos de terceiros.
Em desligamentos sensíveis, ações precisam ser coordenadas para evitar aviso antecipado indevido e, ao mesmo tempo, preservar direitos e evidências.
Sequência técnica
No horário definido:
- bloquear autenticação e encerrar sessões;
- revogar tokens, chaves, MFA e VPN;
- remover grupos e privilégios administrativos;
- alterar credenciais compartilhadas que a pessoa conhecia;
- recuperar notebook, celular, crachá, mídia e acessórios;
- preservar e transferir dados corporativos conforme orientação;
- configurar resposta ou encaminhamento de comunicação quando autorizado;
- registrar executor, horário e resultado.
Não exclua contas imediatamente quando houver necessidade de retenção ou investigação. Desativar e preservar costuma ser diferente de apagar.
O que fazer com o equipamento
O dispositivo deve ser conferido, isolado se houver suspeita, ter dados corporativos preservados e depois passar por limpeza, atualização e nova preparação. A simples troca de usuário não garante que arquivos, tokens e perfis anteriores foram removidos.
Coordene identidade, dados e equipamento
O desligamento seguro depende de um gatilho formal com data, horário, responsável e nível de confidencialidade. RH informa o evento; o gestor decide destino de arquivos, caixas compartilhadas e contatos; TI executa revogação e preserva evidências. Em situações sensíveis, essas ações precisam ser sincronizadas para evitar uma janela de acesso indevido.
O roteiro deve contemplar:
- bloquear login e invalidar sessões ativas;
- revogar VPN, MFA, chaves, tokens e aplicativos SaaS;
- retirar usuário de grupos e listas;
- transferir propriedade de arquivos e automações;
- recolher notebook, celular, crachá e periféricos;
- registrar exceções, retenção e autorização.
Não apague imediatamente a conta se houver obrigações de retenção ou continuidade. Converta caixa em compartilhada quando apropriado, defina mensagem de ausência e limite quem pode consultar o conteúdo. A decisão deve considerar privacidade e finalidade.
Ao final, faça reconciliação entre diretório, inventário, sistema financeiro, ferramentas de colaboração e aplicações críticas. A prova de conclusão é uma lista datada com responsáveis e exceções aprovadas. Isso reduz portas esquecidas e também protege a empresa em auditorias e disputas.
Perguntas frequentes
O gestor pode ficar com a senha do ex-colaborador?
O ideal é transferir dados e permissões de forma administrativa, sem usar credenciais pessoais de outra pessoa.
Quando trocar senhas compartilhadas?
Imediatamente quando o desligado conhecia a credencial. Melhor ainda é substituir contas compartilhadas por identidades individuais.
Quanto tempo guardar os dados?
Depende de finalidade, obrigação e política. A decisão deve envolver jurídico, privacidade e dono do processo.
Próximo passo
A InfoTecnologia ajuda a estruturar identidade, inventário e rotinas de entrada, mudança e saída para reduzir acessos órfãos.